As causas do autismo são ainda desconhecidas, embora algumas teorias sustentem que pode ser originado pela interrupção do desenvolvimento normal do cérebro em uma fase precoce do processo fetal (que geram processos químicos anormais, ou deficiência neurológica). Por outro lado, a velha idéia de que as condutas dos pais são responsáveis ou determinantes do autismo da criança foi totalmente descartada.
Origem genética?
Alguns estudos recentes indicam que a genética pode ter incidência sobre o autismo, ao determinar uma predisposição a padecê-lo. De acordo com as estatísticas, em famílias com um filho autista, existe 5% de possibilidades de ter uma segunda criança com o mesmo diagnóstico, o que está acima da porcentagem de risco para a população em geral. A identificação dos genes que causam esta predisposição, no entanto, ainda não foi completada, embora em alguns casos os especialistas salientem que os pais e outros membros da família do bebê podem mostrar algumas alterações leves em destrezas sociais e comunicacionais, ou bem caem em condutas repetitivas; outras pesquisas sugerem que patologias emocionais como a bipolaridade existem com maior freqüência em famílias de pessoas que padecem autismo.
Origem congênita
Outros estudos sugerem que a exposição da mãe ao vírus da rubéola durante o primeiro trimestre de gravidez pode elevar o risco de ter um bebê com autismo. Por outro lado, embora não tenha sido confirmado, algumas pesquisas se orientam a relacioná-lo com a poluição ambiente e a presença de toxinas no ar.
A nível mundial, de cada mil bebês recém-nascidos, entre 3 e 6 padecem autismo; embora os cálculos de incidência deste transtorno variam de país em país, existe uma diferença que apóia a hipótese da influência genética e também a da poluição ambiental. Por outro lado, os meninos têm três vezes mais possibilidades de padecer autismo que as meninas, característica, por outro lado, não muito estranha: muitas das incapacidades do desenvolvimento são mais habituais em homens do que em mulheres.